terça-feira, abril 3

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

                O processo educacional sempre deu uma maior importância ao volume de repasse de informações para a cabeça do estudante do que a sua própria qualidade, que deve está vinculada à sua aplicabilidade. Em todas as fases históricas da educação nunca se destacou a interação do teórico das salas de aulas com o dia a dia do futuro trabalhador, exceto os cursos profissionalizantes e, ainda assim, de uma maneira meramente burocrática, a serviço das grades curriculares estruturadas em gabinetes de autoridades educacionais. 
                É justamente nesse sentido que o Professor Ladislau Dawbor, em sua entrevista à Rede Vida, aborda de forma destacável a questão da imensa quantidade de conhecimentos que é repassada para os nossos alunos, que ele chama de “densidade de conhecimentos”. E não é só em relação a essa quantidade, como também ao tipo e à forma de como os conhecimentos são transmitidos. 
                Nesse sentido, concordamos inteiramente com a íntegra dessa entrevista. De fato, o conhecimento que se propaga numa velocidade incomensurável, com o advento da era digital, não dá para ser acompanhado pelo modelo arcaico de educação que ainda impera de uma maneira muito significativa em muitas das nossas escolas, principalmente na rede pública. 
                Nós como professores não podemos dar continuidade a esse processo de armazenamento de informações tiradas meramente dos livros didáticos em detrimento de todo um arsenal de instrumentos que a tecnologia nos oferece para podermos fazer um trabalho que aponte para uma das metas principais da educação, segundo Pozo (2004), para poder atender às exigências dessa nova sociedade de aprendizagem, que seria, portanto, fomentar nos alunos capacidades de gestão do conhecimento. 
                 Um dos grandes desafios que está apontado para nós educadores é a filtragem do grande volume de informações por parte dos nossos alunos que as absorvem através das mídias, principalmente as digitais. De acordo com o entrevistado, a educação tem que ter um efeito muito mais de acessibilidade à metodologia para aprendizagem do que se centrar no próprio processo, deixando de ser mais teórica e isolada no seu mundo curricular, sem se corresponder com os problemas do trabalho (vida profissional) tornando-se um instrumento facilitador e de reinserção de todas as faixas etárias.

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