O
processo educacional sempre deu uma maior importância ao volume de
repasse de informações para a cabeça do estudante do que a sua própria
qualidade, que deve está vinculada à sua aplicabilidade. Em todas as
fases históricas da educação nunca se destacou a interação do teórico
das salas de aulas com o dia a dia do futuro trabalhador, exceto os
cursos profissionalizantes e, ainda assim, de uma maneira meramente
burocrática, a serviço das grades curriculares estruturadas em gabinetes
de autoridades educacionais.
É justamente nesse sentido que o Professor
Ladislau Dawbor, em sua entrevista à Rede Vida, aborda de forma
destacável a questão da imensa quantidade de conhecimentos que é
repassada para os nossos alunos, que ele chama de “densidade de
conhecimentos”. E não é só em relação a essa quantidade, como também ao
tipo e à forma de como os conhecimentos são transmitidos.
Nesse sentido, concordamos inteiramente com a íntegra dessa entrevista.
De fato, o conhecimento que se propaga numa velocidade incomensurável,
com o advento da era digital, não dá para ser acompanhado pelo modelo
arcaico de educação que ainda impera de uma maneira muito significativa
em muitas das nossas escolas, principalmente na rede pública.
Nós como professores não podemos dar continuidade a esse processo de
armazenamento de informações tiradas meramente dos livros didáticos em
detrimento de todo um arsenal de instrumentos que a tecnologia nos
oferece para podermos fazer um trabalho que aponte para uma das metas
principais da educação, segundo Pozo (2004), para poder atender às
exigências dessa nova sociedade de aprendizagem, que seria, portanto,
fomentar nos alunos capacidades de gestão do conhecimento.
Um dos grandes desafios que está apontado para nós educadores é a
filtragem do grande volume de informações por parte dos nossos alunos
que as absorvem através das mídias, principalmente as digitais.
De acordo com o entrevistado, a educação tem que ter um efeito muito
mais de acessibilidade à metodologia para aprendizagem do que se centrar
no próprio processo, deixando de ser mais teórica e isolada no seu
mundo curricular, sem se corresponder com os problemas do trabalho (vida
profissional) tornando-se um instrumento facilitador e de reinserção de
todas as faixas etárias.
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